23 a 25 de março de 2027

Local: Distrito Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209 - São Paulo - SP
Das 14h às 20h

Notícias

Postado em 16 de Novembro de 2021 às 17h07

Setor produtivo discute alternativas para abastecimento de grãos em SC

EXPOMEAT 2027 - VI Feira Internacional da Indústria de Processamento de Proteína Animal e Vegetal Grande produtor e exportador de proteína animal, Santa Catarina se tornou também um dos maiores importadores de grãos do...

Grande produtor e exportador de proteína animal, Santa Catarina se tornou também um dos maiores importadores de grãos do país. O abastecimento de milho é um dos principais gargalos do setor produtivo e o cultivo de cereais de inverno tem se mostrado uma alternativa viável para suprir a demanda interna, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na sexta-feira (12).
As oportunidades para aumentar a oferta de grãos disponíveis para a fabricação de ração animal foram o tema da reunião da Câmara de Desenvolvimento da Agroindústria da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), realizada na quinta-feira (11), na capital Florianópolis.
“Este ano nós já vamos comemorar os bons resultados do cultivo de cereais de inverno em Santa Catarina e sabemos a importância desse elo para a competitividade da cadeia produtiva de carnes no estado. Nós temos, aproximadamente, 1 milhão de hectares disponíveis e que podem ser cultivados no inverno, isto nos traz um horizonte de grandes oportunidades tanto para os produtores quanto para as agroindústrias”, disse o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC, Altair Silva, em nota.
O trigo, aveia, centeio e cevada – cultivados nas épocas mais frias do ano – podem representar uma renda extra para os produtores e também suprir a demanda da cadeia de proteína animal. Desde 2013, os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam os aspectos nutricionais e econômicos dos cereais de inverno, a intenção é identificar quais cultivares são mais adequados para ração animal, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Eduardo Caierão, o foco dos estudos é utilizar o trigo especificamente para ração, seja com um novo cultivar ou aproveitando um material já existente.
“Com a disponibilidade genética que temos hoje, é possível, no mínimo, dobrarmos a produção com a mesma área. Nós temos lavouras com rendimento de cem sacos por hectare e, todos os anos, nós temos o lançamento de novas variedades, mais resistentes e mais adequadas ao que o produtor precisa. A cultura do trigo é uma cultura de risco, mas o pior de tudo é não ter o que colocar no inverno, este é o erro mais grave”, explicou o pesquisador na mesma nota.
Para as agroindústrias, a maior oferta de cereais de inverno para a produção de ração representa um ganho de competitividade e amplia a capacidade de investimentos do setor produtivo.
“Devemos estar atentos ao tema da competitividade e isto passa por temas logísticos e, principalmente, pelo tema de abastecimento de grãos. Hoje, nós temos novos desafios, entre eles a sustentabilidade da produção. E aumentar a nossa eficiência de produção é, talvez, a nossa maior contribuição para a sustentabilidade do planeta porque vamos produzir mais toneladas de alimentos com um menor uso de recursos naturais, ou seja, com mais eficiência”, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne SC), José Antônio Ribas Júnior, também no comunicado de sexta-feira.
De acordo com estimativa da Epagri/Cepa, Santa Catarina deve colher a maior safra de trigo dos últimos dez anos, com produção de 348 mil toneladas, um incremento de 102% em relação à safra anterior. O cenário resulta do crescimento de 74% na área plantada, reflexo dos bons preços pagos aos produtores, associados ao incentivo do governo estadual no cultivo de cereais de inverno.
Para reduzir a dependência de milho e os custos de produção da cadeia produtiva de carnes e leite, a Secretaria da Agricultura lançou o Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno. Com investimento de R$ 5 milhões, os produtores receberam apoio para cultivar trigo, triticale, centeio, aveia e cevada – que devem ser utilizados para fabricação de ração.
O projeto conta ainda com áreas experimentais para avaliar 30 cultivares em diferentes solos e climas. A ação conta com o apoio da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense (Coopersulca), Cooperalfa e Cooperativa Agroindustrial Cooperja.

Fonte: CarneTec

Veja também

EM NOVEMBRO - Mercoagro 2020 adotará rigoroso protocolo de segurança27/05/20 A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) comunicou hoje que estão em pleno andamento todas as ações para a realização da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (MERCOAGRO), que foi recentemente transferida de setembro para novembro deste ano em razão da pandemia do novo......
Governo vai procurar JBS ou ‘outro grupo’ para reabrir frigorífico em MS06/02/17Mais de 200 trabalhadores já foram demitidos Um dia após o fechamento do frigorífico do grupo JBS no município de Coxim, prefeitos de municípios da região norte que temem fechamento de mais postos de empregos, procuraram apoio na Assembleia Legislativa e ouviram de......

Voltar para (Notícias-endosso)

Fale conosco!