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Postado em 23 de Setembro às 08h03

Frimesa 40 anos: pronta para novos recordes

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(Fotos: Arquivo Frimesa/Divulgação)

Detentora da maior planta de abate de suínos do Brasil, com 6,9 mil cabeças abatidas por dia, a cooperativa do oeste paranaense se prepara para inaugurar outra unidade industrial ainda maior, que abaterá diariamente 15 mil suínos até 2030, a maior da América Latina; com planejamento, investimento e quatro décadas completadas recentemente, a Frimesa está preparada para novos saltos

Ao completar 40 anos de atividades em dezembro passado, a Frimesa já tinha muitos motivos para comemorar: é o quarto maior player da área de suínos do país, possui a gestão completa da cadeia produtiva por ser uma cooperativa central, atua ainda na área de lácteos e cumpre à risca planejamentos estratégicos bem formatados. O primeiro grande planejamento encerrou-se em 2015 e o segundo, em plena execução, irá até 2030. Com eles, o caminho para o crescimento está pavimentado, incluindo a construção de uma fábrica, em Assis Chateaubriand, e a total modernização e ampliação da antiga, em Medianeira, ambas no oeste paranaense.

O objetivo é manter-se cada vez mais competitiva, praticamente imune a crises externas e bem mais sensível aos futuros ciclos de crescimento econômico do país. O primeiro abate da futura maior planta da América Latina está programado para janeiro de 2021. Enquanto isso, a cooperativa já desfruta da condição de possuir o maior abate do país em uma única planta. Trata-se da unidade industrial de Medianeira, que abate atualmente 6,9 mil suínos por dia, e também processa e industrializa toda esta produção. Lá, a CarneTec foi recebida, no início de abril, pelo diretor executivo Elias José Zydek e pelo gerente industrial de Carnes Vitor Frosi. A seguir, acompanhe um panorama geral sobre o momento vivido pela cooperativa e também um pouco mais sobre a unidade industrial de Medianeira.

Planejamento bem-sucedido
Ao longo do tempo, a Frimesa soube se programar para sempre estar adiante de seu tempo. Com os planejamentos estratégicos de médio e longo prazo, consegue se manter competitiva e vislumbrar uma longevidade tranquila e sem atropelos.

O primeiro grande planejamento foi feito em 2005 e tinha uma visão de dez anos à frente (2006-2015). Naquele período, o objetivo era partir de 1,5 mil suínos abatidos por dia para 6,5 mil cabeças/dia até 2015. Para isso, foram feitas ampliações na unidade de Medianeira, em um grande investimento. "Investimos naqueles dez anos em torno de R$ 650 milhões, basicamente para ampliar a capacidade e a industrialização. E nos 40 anos pudemos comemorar, pois atingimos os objetivos traçados e até passamos um pouco: estamos com 7,7 mil cabeças/dia e vamos chegar a 8,3 mil cabeças neste ano de 2018", relata Zydek. Fora o abate na unidade de Medianeira, há um frigorífico arrendado em Marechal Cândido Rondon (PR) que completa a meta.

A previsão dos dois negócios – carnes e lácteos – era chegar a R$ 3 bilhões de faturamento, o que será possível em 2018. A área de carnes representa 70% do faturamento da Frimesa, e a de lácteos, os 30% restantes. No ano passado, o faturamento total foi de R$ 2,83 bilhões.

O foco da Frimesa está no produto industrializado de valor agregado para o mercado interno. Mas a planta de Medianeira foi adequada para também estar apta a exportação. "Qualquer oportunidade no mercado externo, temos condições de aproveitar", lembra Zydek.

Cerca de 3,8 mil pessoas trabalham na unidade de Medianeira, uma das plantas industriais mais produtivas do Brasil

Investimento de gigantes
Mesmo com toda a tradição, ampliação e modernização por que passa a planta de Medianeira, será preciso triplicar a produção para chegar a 2030 mantendo-se entre as principais do país; e para isto, uma nova unidade industrial de suínos já está em construção e será a maior da América Latina. As duas unidades – Medianeira e Assis Chateaubriand – chegarão juntas a 22 mil cabeças/dia em 2030, repartindo a produção das cooperativas filiadas. E para cada real investido na nova indústria, dois reais serão investidos no campo, na estrutura das cooperativas filiadas e nos produtores.

Começa assim o segundo grande planejamento estratégico da Frimesa, que em 2015 foi refeito com uma visão até 2030. Como já dito, ele prevê chegar a 22 mil suínos abatidos por dia em 2030. "O grande investimento neste período será uma nova planta industrial na cidade de Assis Chateaubriand, que fica dentro da área de produção de suínos das cooperativas filiadas", afirma o diretor.

Enquanto a unidade de Medianeira atenderá à produção da Lar e parte da Copagril, o novo frigorífico ficará com a produção das outras três cooperativas filiadas – C.Vale, Copacol e Primato. Haverá um ganho logístico, pois o suíno não precisará viajar os atuais 120 a 130 km do campo à indústria. Essa média cairá para cerca de 40 km. Mas o principal benefício será ter uma planta "zero quilômetro". Para a nova unidade, a Frimesa buscou o que existe de melhor no mercado mundial em termos de processamento, layout de planta, equipamentos, tecnologias de automação e mecanização, redução no consumo de água e na necessidade de mão de obra, entre outras vantagens. O projeto foi concluído para mil cabeças por hora, o que em dois turnos de trabalho chegará a 15 mil cabeças/dia. Será a maior planta da América Latina.

"Já iniciamos as obras de infraestrutura. Neste momento estamos fazendo toda a parte de terraplenagem, as fundações", revela Zydek. O cronograma do projeto foi dividido em duas fases de construção: uma até 2024, com capacidade para 7,5 mil suínos/dia; e os outros 7,5 mil suínos/dia de 2025 a 2030. Na primeira fase serão investidos em torno de R$ 750 milhões, e a execução será entre 2018 e 2020, desde a terraplenagem até o primeiro abate, que deverá ocorrer em janeiro de 2021 – "poderá ser adiantado, mas sempre se trabalha com certa folga na execução, por causa de clima ou algum outro evento do tipo."

Mais R$ 250 milhões serão aportados para concluir o projeto, totalizando R$ 1 bilhão de investimento para se chegar a mil cabeças por hora e terminar o frigorífico. O planejamento prevê ainda mais R$ 2 bilhões no campo, que serão investidos no produtor que faz a terminação, no iniciador ou unidades produtoras de leitões das cooperativas, nas fábricas de ração, armazenagem de grãos, transporte, etc.

Fatiados: cada linha de industrializados ganhou unidade fabril própria após ampliação concluída em 2017

Controle de Qualidade na unidade de Medianeira

Para todas as linhas de produção foram comprados equipamentos modernos

Mecanização: um dos robôs colocados no abate

Fonte: Carnetec

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