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Postado em 10 de Janeiro de 2017 às 16h32

Nota de repúdio: Quem denigre a imagem do agronegócio não conhece sua importância

“Quem denigre a imagem do agronegócio não conhece sua importância para a produção de alimentos”. Com esta frase, a Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA) inicia sua nota de repúdio contra trecho do samba-enredo deste ano de uma escola de samba do Rio de Janeiro. No texto, enviado na segunda-feira (9) à imprensa e divulgado no site da entidade, a ABMRA revela mais detalhes e expõe os argumentos e números em defesa do agronegócio:

“A Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA), entidade de comunicação do agronegócio, repudia a forma como a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense apresentará o seu enredo ‘Xingu, o Clamor da Floresta’ no carnaval carioca deste ano. O samba-enredo exalta o povo xingu mas critica o agronegócio. Além disso, prevê a apresentação de uma ala chamada ‘Fazendeiros e seus Agrotóxicos’. Essa iniciativa denigre a imagem do setor produtivo agropecuário, já que generaliza de forma depreciativa um segmento tão importante para a economia do país.

Não se está com esta nota de repúdio diminuindo a importância de questões indígenas, que devem ser no sentido de preservar suas reservas, sua história e suas tradições. No entanto, não se pode culpar o setor agro e, de forma generalizada, como pretende a escola de samba, mostrando ainda essa distorção para o mundo todo.

A agricultura ocupa apenas 7,5% da área do Brasil, onde produz mais de 200 milhões de toneladas de alimentos. Quando se considera o uso por área e por cultura, o volume de agroquímicos consumidos, que são os “remédios para as plantas”, é consideravelmente baixo para um país de clima tropical. Além disso, sem os agroquímicos, a produção de alimentos no Brasil cairia para a metade.

Vale destacar também que o Brasil é, entre os países de maior importância agrícola, aquele que mais preserva suas matas originais. As matas nativas representam 65% do território brasileiro, ou mais de 500 milhões de hectares. Por sua vez, as reservas indígenas representam mais de 11,6% ou quase 100 milhões de hectares.

Dessa forma, como uma associação que busca a valorização do agro brasileiro, a ABMRA coloca-se de forma veemente contrária às inverdades e generalizações trazidas pela referida escola de samba e se põe à disposição para o esclarecimento e o debate de temas relevantes sobre o agronegócio, o mais importante setor econômico do país.”

Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA)

Fonte: Carnetec

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