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Postado em 13 de Fevereiro às 10h37

Santa Catarina cria campanha de proteção ao agronegócio

EXPOMEAT 2019 O setor produtivo e o governo de Santa Catarina se uniram para criar uma campanha de proteção e valorização do agronegócio do estado, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do...

O setor produtivo e o governo de Santa Catarina se uniram para criar uma campanha de proteção e valorização do agronegócio do estado, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na terça-feira (11).

O objetivo é conscientizar a população sobre os riscos de entrada de pragas e doenças que podem ameaçar a saúde dos animais e lavouras. Estão previstas ações nos principais aeroportos, rodoviárias, portos e pedágios, além do reforço na fiscalização nas fronteiras do estado.

"Elaboramos um programa que visa orientar turistas e catarinenses para que não tragam alimentos, sementes e mudas de plantas que possam trazer qualquer tipo de doença para o estado. Nós temos um rebanho de animais extremamente suscetíveis a várias doenças, além de uma produção vegetal livre de pragas. Não podemos deixar que nada coloque em risco o agronegócio catarinense", disse Ricardo de Gouvêa, secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, em nota.

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto estadual. "A manutenção do status sanitário catarinense é de responsabilidade de todos, então devemos ter muita atenção quando chegarmos a Santa Catarina trazendo frutas, verduras, carnes, mel ou sementes", afirmou o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

A campanha surgiu da parceria entre o setor público e o privado. Segundo o gerente executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarne/SC), Jorge de Lima, a divulgação de placas em rodovias, rodoviárias, aeroportos e portos é também uma forma de manter o agronegócio catarinense em destaque.

"Essa é uma iniciativa de extrema importância para os catarinenses, uma vez que grande parte da arrecadação do estado vem da produção de suínos e aves, sendo este o maior gerador de empregos de Santa Catarina. A iniciativa privada é e sempre será parceira do setor público nessas ações", disse o dirigente na mesma nota.

Quem visitar Santa Catarina deve ficar atento às regras para transportar animais, vegetais, sementes e mudas, produtos de origem animal e vegetal. É proibida a entrada com miúdos bovinos in natura de qualquer região do país. Além disso, há restrição para a entrada de suínos e de produtos de origem suína de Alagoas, Amapá, parte do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima – locais que ainda não são considerados livres de peste suína clássica.

Carnes, leite e derivados também podem trazer doenças erradicadas em Santa Catarina. Portanto, os produtos devem estar acondicionados em embalagem original de fabricação devidamente rotulada e lacrada, com selo do Serviço de Inspeção oficial. Caso encontradas irregularidades, os produtos poderão ser apreendidos e destruídos para evitar a contaminação de animais, estando os portadores sujeitos a penalidades.

Turistas ou catarinenses que vierem da Ásia, África e Europa também passarão por uma inspeção mais cuidadosa ao chegarem ao Aeroporto Internacional de Florianópolis-Hercílio Luz. Os três continentes passam por um surto de peste suína africana, doença que já levou ao abate de mais de 7 milhões de animais e pode ser facilmente transmitida por meio de alimentos contaminados, informou a secretaria.

A campanha é uma iniciativa do Sindicarne, da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria da Agricultura/SC e suas empresas vinculadas – Epagri, Cidasc e Ceasa.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários.

Ação inclui principais aeroportos, rodoviárias, portos e pedágios (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

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