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Postado em 24 de Julho de 2017 às 11h28

Mapa vai contratar 300 fiscais agropecuários e 300 veterinários

A falta de pessoal tem impedido a abertura de plantas frigoríficas e o (MAPA) irá contratar 300 auditores fiscais agropecuários e 300 médicos-veterinários para suprir a necessidade

Por Anna Flávia Rochas em 20/07/2017

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá contratar 300 auditores fiscais agropecuários por meio de concurso e 300 médicos-veterinários emergencialmente para suprir a necessidade de servidores para inspeção da produção de carnes no país, informou por meio de nota na quarta-feira (19).

As contratações foram autorizadas em portarias conjuntas do Mapa e do Ministério do Planejamento publicadas no Diário Oficial da União.

A solicitação para contratar os veterinários e fiscais agropecuárias foi feita pelo Mapa ao Ministério do Planejamento no fim de junho, após a União Europeia (UE) ter exigido melhora na fiscalização de produtos cárneos do país.

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a falta de pessoal tem impedido a abertura de plantas frigoríficas, atrasando o aumento da produção nacional.

Os médicos-veterinários que serão contratados emergencialmente terão contrato de um ano, com possibilidade de prorrogação, e receberão salários mensais de R$ 6.710,58. O secretário executivo do Mapa, Eumar Novacki, disse que o edital para contratação deverá ser publicado até sexta-feira (21). “Queremos estar, no máximo em 60 dias, com o concurso formatado e publicado”, disse por meio de nota.

Já o concurso público para auditores fiscais federais agropecuários deverá ser publicado em até seis meses. A remuneração inicial será de R$ 14.584,71 e as 300 vagas serão destinadas exclusivamente a profissionais médicos-veterinários, que irão suprir demandas da Secretaria de Defesa Agropecuária (DAS) do ministério.
“As nomeações dependerão de prévia autorização do Ministério do Planejamento, que deverá confirmar as vagas e disponibilidade orçamentária”, informou o Mapa.

A qualidade da fiscalização de frigoríficos brasileiros tem sido questionada por autoridades sanitárias de países compradores de carnes brasileiras desde março, quando a Polícia Federal revelou esquema de corrupção envolvendo fiscais federais e funcionários de algumas plantas frigoríficos, na Operação Carne Fraca.
Na semana passada, o jornal Valor Econômico revelou informação da delação premiada do CEO da JBS Wesley Batista, na qual o executivo informa que a companhia realizou pagamentos mensais a 200 fiscais federais, por muitos anos. Segundo a JBS, os pagamentos visavam remunerar os auditores pelas horas extras de trabalho na inspeção dos produtos, já que o Mapa não dispõe de número suficiente de fiscais.

Fonte: Carnetec

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