21 A 23
DE SETEMBRO DE 2021

Das 14h às 20h

Pavilhão de Exposições Anhembi - São Paulo/SP

Notícias

Postado em 16 de Janeiro de 2019 às 18h20

Presença diária de fiscais em frigoríficos deverá ser mantida

“O autocontrole, em tese, é uma coisa muito boa, até para o abate. O ministério não tem gente para fiscalizar tudo. Mas caso alguém [empresas] faça algo errado, tem que ter um mecanismo para evitar problemas”, afirmou Péricles Salazar, Presidente da Abrafrigo, entidade que representa frigoríficos de pequeno e médio porte.

Ciente do risco de perda de importantes mercados para as exportações de carne do Brasil, o Ministério da Agricultura, agora sob o comando de Tereza Cristina, prepara um projeto de lei para ampliar o alcance do “autocontrole” na inspeção de frigoríficos, uma antiga demanda das indústrias. No entanto, a presença diária dos auditores fiscais federais agropecuários nas linhas de abate não será dispensada. Tratado como prioridade “zero” pela nova gestão do ministério, a ideia é estender o autocontrole não só para a inspeção de carnes e de produtos como lácteos, mel, ovos e pescado, mas principalmente para bebidas e insumos agropecuários como fertilizantes, rações e sementes. Caso implantado o novo modelo, os fiscais poderão reduzir as auditorias anuais - uma ao invés de duas, por exemplo - em agroindústrias que cumprem à risca os padrões de qualidade exigidos e tirar o peso do sistema de fiscalização, que sofre com a crônica falta de pessoal, sobretudo em abatedouros. Na visão do Ministério da Agricultura, a medida também permitiria aumentar a frequência de inspeção sobre os estabelecimentos com problemas sanitários. A carência de fiscais alimenta críticas frequentes de importadores como os europeus, cujas exigências aumentaram após a Carne Fraca, operação policial que revelou em 2017 um esquema de corrupção entre os fiscais do ministério e funcionários de frigoríficos.

Incumbido da difícil tarefa de ampliar o autocontrole, missão tentada - e não cumprida - pelos ex-ministros Kátia Abreu e Blairo Maggi, o novo Secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, o fiscal de carreira e engenheiro agrônomo José Guilherme Tollstadius Leal, diz que a ideia é encaminhar a proposta ao Legislativo ainda no primeiro semestre. Pela frente, contudo, o secretário terá pela frente um Congresso em grande parte renovado e uma bancada ruralista que encolheu à metade nas últimas eleições.

Fonte: Abrafrigo / Valor Econômico

Veja também

COPACOL: Faturamento em 2018 foi de R$ 3,841 bilhões05/02/19 Com a participação expressiva dos cooperados, a Cooperativa realizou na sexta-feira, 1º de fevereiro, a sua AGO (Assembleia Geral Ordinária), na Aercol em Cafelândia. Além da prestação de contas referente ao exercício de 2018, também foram realizadas as posses do Conselho de Administração, eleito para os próximos quatro anos, e......
Marfrig conclui aquisição de fatia adicional na National Beef03/12/19 A Marfrig Global Foods concluiu na sexta-feira (29) a aquisição de uma fatia adicional de 30,73% no capital da processadora de carne bovina baseada nos Estados Unidos National Beef, informou a empresa em comunicado. Com a conclusão......

Voltar para Notícias (pt)