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Postado em 08 de Fevereiro às 17h11

Suinocultura catarinense gera empregos e bate recorde de exportações em 2020

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A suinocultura industrial foi um dos grandes destaques do agronegócio catarinense em 2020, que teve aumento de 35% no faturamento com a exportação do produto. Santa Catarina embarcou mais de 523,3 mil toneladas de carne suína, obtendo US$ 1,2 bilhão em receitas cambiais. Os principais destinos foram, entre 67 países, China, Chile, Hong Kong e Japão. O estado respondeu por 52% do total exportado pelo Brasil.

Para Jorge Luiz de Lima, diretor executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) e da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), o recorde é histórico e marca a ascensão do setor. “Não tivemos, historicamente, um resultado tão positivo, nem nas épocas áureas da suinocultura, nos anos 2004 e 2005. Foi a primeira vez que ultrapassamos a casa do US$ 1 bilhão na exportação. Além disso, consolidamos os preços dentro do mercado interno, que são compatíveis com os custos de produção”, disse em nota.

A qualidade da carne suína catarinense, tanto no mercado externo quanto no interno, também é destaque. O estado possui um status sanitário diferenciado: é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. “Temos um produto consolidado e de extrema qualidade”, lembrou o dirigente.

No mercado externo, a China é o maior parceiro de Santa Catarina: respondeu por mais de 60% das exportações de carne suína em 2020. “O país asiático vem se recuperando da peste suína africana, que abalou seu mercado interno, mas as aquisições chinesas continuarão acontecendo em bom volume, pois mesmo com toda a produção interna, a China reconhece que o nosso produto é de excelência. São quase 1,4 bilhão de habitantes, há espaço dentro do mercado chinês para o produto catarinense”, disse Lima.

De acordo com o diretor executivo do Sindicarne/SC, neste ano deverão ser mantidos os patamares de 2020. Para isso, enfatizou a importância de agregar valor ao produto, manter o mercado aquecido, a qualidade e o diferencial que o estado oferece para o mundo, tanto na linha in natura quanto nas carnes premium. “Queremos manter o patamar alto. É um processo de ganha-ganha: ganha o produtor, a indústria, o estado e o Brasil.”

O dirigente acrescentou que o crescimento tem de ser orgânico e sólido. “Assim, o mercado continuará tendo a confiabilidade que sempre teve pela qualidade do produto catarinense.”

Segundo Lima, o setor agroindustrial teve contribuição efetiva no ano de 2020 na geração de emprego e renda em Santa Catarina. "Considerado serviço essencial durante o ano de pandemia, a atividade se manteve hígida durante o ano, afastou o grupo de risco conforme as portarias do Governo do Estado, fez a reposição de pessoas para o lugar das afastadas e contratou em decorrência da expansão do processo produtivo e do sucesso da exportação."

Ainda segundo o dirigente, o setor foi o maior gerador de emprego durante 2020, mesmo com toda a crise que assola o Brasil em decorrência do coronavírus. "Assim esperamos nos manter. Geramos mais de 60 mil vagas de emprego em Santa Catarina e buscamos sempre a qualificação profissional, a produção de qualidade e a proteção dos trabalhadores", finalizou Jorge Luiz de Lima.



Fonte: Carnetec

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