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Postado em 26 de Novembro de 2020 às 11h36

Unilever anuncia 'alimentos do futuro'

Notícias do Setor (650)
EXPOMEAT 2022 - lll Feira Internacional da Indústria de Processamento de Proteína Animal e Vegetal A Unilever anunciou no dia 18 de novembro, seu mais novo compromisso de sustentabilidade para a categoria de alimentos, que tem como um de seus...

A Unilever anunciou no dia 18 de novembro, seu mais novo compromisso de sustentabilidade para a categoria de alimentos, que tem como um de seus pilares aumentar em €1 bilhão as vendas de carne à base de plantas e alternativas aos laticínios em um prazo de cinco a sete anos.

O lançamento da marca The Vegetarian Butcher, já à venda no Brasil para o segmento de food service, e o incremento do portfólio com opções veganas como as que já existem nas marcas Hellmann’s, Magnum e Ben&Jerry’s, serão responsáveis por impulsionar o crescimento da companhia no mercado.

Com o lançamento global do programa "Alimentos do futuro", a Unilever tem como objetivo oferecer escolha às pessoas que queiram fazer a transição para dietas mais saudáveis, e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental da cadeia alimentar global.

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O compromisso também ter por objetivo:

· Reduzir à metade o desperdício de alimentos em toda operação, das fábricas aos pontos de venda até 2025;

· Dobrar o número de produtos (meta global) com níveis positivos de nutrição até 2025;

· Continuar reduzindo os níveis de calorias, sal e açúcar em todos os produtos;

· Ter 85% do portfólio global de alimentos com menos sal até 2022, o que ajudará os consumidores a diminuir a ingestão de sal diária para não ultrapassar os 5g recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS);

· 95% dos sorvetes não terão mais do que 22g de açúcar total, e 250 Kcal por porção, até 2025. Isso vale também para os sorvetes infantis da companhia, que já desde 2014 foram limitados a 110 kcal.

Para Hanneke Faber, presidente da divisão de alimentos e refrescos, a Unilever, como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, desempenha um papel fundamental para ajudar na transformação do sistema alimentar global. "Não cabe a nós interferir no que as pessoas querem comer, mas sim democratizar opções mais saudáveis e à base de plantas para todos. Estamos nos comprometendo com metas ousadas e abrangentes, que demonstram o compromisso que temos de liderar esse movimento positivo.", declara Faber.

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"É amplamente sabido que o atual sistema alimentar global é não é sustentável - tanto do ponto de vista do meio ambiente quanto do ponto de vista da nutrição humana. Enquanto um bilhão de pessoas no mundo sente fome, outros dois bilhões estão obesos ou com sobrepeso. Antagonicamente a essas realidades, um terço de todos os alimentos produzidos é desperdiçado É preciso agir e agir urgentemente.", complementa.

Para Jessica Fanzo, professora associada da Bloomberg de Ética e Política Agrícola Mundial, da Universidade Johns Hopkins e coautora do relatório EAT-Lancet, a dieta diária de uma pessoa precisará mudar bastante durante as próximas três décadas para garantir que todos possam se alimentar sem esgotar o planeta.

Ao melhorar a produção e os ambientes de alimentos, transformando os hábitos alimentares e reduzindo o desperdício, os problemas começam a ser resolvidos. "Os compromissos da Unilever são essenciais para ajudar as pessoas a fazerem mudanças em sua dieta, com alimentos mais saudáveis e sustentáveis que sejam acessíveis e baratos para os consumidores.", diz.

Liz Goodwin, diretora do World Resources Institute, explica que a perda e o desperdício de alimentos têm impactos enormes em termos de custos para a economia global, o meio ambiente e a sociedade. A perda e o desperdício de alimentos contribuem com cerca de 8% da emissão mundial de gases do efeito estufa, assim como o desperdício de terra e água usados na produção de alimentos. "É ótimo ver a Unilever mostrando esse tipo de liderança, pois dado o seu tamanho e alcance, sem dúvida levará outros a agirem da mesma forma na redução da perda e do desperdício de alimentos pela metade em suas operações globais.", conclui.

A Unilever vem expandindo o portfólio de carnes e laticínios à base de vegetais. Depois de adquirir a The Vegetarian Butcher em 2018, a empresa expandiu a marca de carne vegetal para mais de 30 países e, no ano passado, foi escolhida como fornecedora do Whopper de soja e empanados vegetais do Burger King em toda a Europa, Oriente Médio e África. No Brasil, as transformações no portfólio de alimentos já são entregues aos consumidores por meio de suas principais marcas - Mãe Terra, que já era orgânica e se tornou 100% vegana este ano, Magnum e Ben&Jerry’s com opções veganas dentro do portfólio de sorvetes, além da versão vegana da maionese Hellmann’s.

Para exemplificar os esforços da companhia na redução de sal, já realizados há algum tempo, vale destacar o lançamento da primeira linha zero sal do mundo feito pela marca Knorr esse ano. "Queremos oferecer aos consumidores opções para uma dieta mais equilibrada e saudável. O anúncio tem como foco desenvolver cada vez mais os produtores locais para, gradativamente, utilizar o poder de escala da Unilever e, assim, democratizar o acesso a alimentos à base de plantas, a produtos orgânicos e a produtos com valor nutricional ainda mais elevado.", explica Rodrigo Visentini, diretor da categoria alimentos da Unilever Brasil.

Magnum vegano, primeiro sorvete sem ingredientes de origem animal, foi eleito o "Melhor sorvete vegano do Reino Unido" pela Peta, em 2019.

A maionese vegana da Hellmann’s e o sorvete sem lactose Coconutterly Caramel’d da Ben & Jerry’s foram eleitos duas das 25 maiores inovações na Europa, em 2020, pela Nielsen.

Em 2019, a Unilever investiu 85 milhões de Euros no ‘The Hive’, um centro de inovação em alimentos na Universidade de Wageningen, na Holanda, para apoiar a pesquisa de ingredientes vegetais e alternativas à carne, safras eficientes, embalagens de alimentos sustentáveis e alimentos nutritivos.

As metas da Alimentos & Refrescos também contribuem com os compromissos mundiais da Unilever de alcançar uma cadeia de suprimentos sem desmatamento até 2023; investir € 1 bilhão em um novo Fundo de Clima e Natureza; e zerar as emissões líquidas para todos os produtos até 2039.

A empresa também se comprometeu a garantir que 100% de suas embalagens plásticas sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025. 

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